domingo, 6 de dezembro de 2015

UM HOMEM "TEIMOSO".

Partindo da avenida Jafa começa Ben Iehuda, a zona de pedestres mais central de Jerusalém. Recebe o nome de Eliezer Itzak Perelman, em hebraico Ben Iehuda, nascido em janeiro de 1858 na povoação lituana de Luzhki. Pergunto-me se toda esta gente que agora se move atarefada, entrando e saindo das inúmeras lojas do local, a maioria turistas, sabe que Ben Iehuda é o protagonista dum milagre. Não me ocorre nenhuma palavra melhor para explicar o que o seu teimoso patriotismo conseguiu, remando contra o vento do derrotismo pessimista que o rodeava: tornar o hebraico, de língua morta quotidiana, no idioma nacional dum povo.

A partir dos três anos começou a estudar hebraico como medida indispensável para a sua formação religiosa, já que este idioma sobrevivera reduzido apenas ao uso litúrgico, como língua escrita, de interesse para os eruditos e os cabalistas. Com uma saúde sempre fraca, o pai do hebraico moderno foi estudar medicina na França e em Paris, aos 21 anos, num café do bulevar Montmartre, protagonizou a primeira conversação integralmente nesta língua, sobre temas contemporâneos, com um amigo também judeu.

Embarcou, então, numa luta pessoal para a ressurreição da língua, às vezes com medidas drásticas que geravam incômodo, mal-estar e, sobretudo incompreensão, no seu ambiente. Persuadido de que os judeus não seriam nunca um povo vivo se não falavam hebraico no seu próprio país, em 1881 voltou à terra dos seus antepassados para tornar realidade o seu sonho. Ao desembarcar no porto de Jafa, dirigiu-se em hebraico ao cambista de dinheiro, ao fundista e a um estivador, constatando todos juntos que a conversação era possível, sim. Desde então, o seu entusiasmo já não teve freios.

Apenas com a base das 7.704 palavras que formam o vocabulário da Bíblia, dedicou-se de corpo e alma a dar vida a uma língua morta e nunca mais abandonou nem a tarefa nem a esperança. Incorporou neologismos para designar uma realidade que não cabia no limitado repertório bíblico, a partir da influência de diferentes idiomas. Fundou o Conselho da Língua Hebraica (1890), precursor da Academia de língua Hebraica atual, e deixou um legado impressionante nos dezessete volumes do Dicionário completo do hebraico antigo e moderno. Concebeu todo um sistema de aprendizado e melhoria do idioma pensado para as crianças, para os moradores no país e aos que acabavam de chegar para fazer do hebraico a língua pública comum de coesão social e identidade civil.

O seu filho, Itamar Ben Avi, nascido em 1882 em Jerusalém, tornou-se a primeira criança de língua materna hebraica da história moderna, depois de quase dois mil anos de diáspora. Ben Iehuda morreu em dezembro de 1922, poucos dias depois do reconhecimento, por parte dos britânicos, do hebraico como língua oficial dos judeus na sua terra ancestral.

Hoje é a língua pública comum em Israel, idioma oficial do estado, como também o árabe, e que acompanha o inglês nos letreiros oficiais das ruas e locais públicos. Joseph Pla resumia a função aglutinadora do hebraico na frase:   "O hebraico contra Babel".

Penso nisto enquanto cai a tarde no meio da praça nova da velha cidade onde moro.

Shalom
Israel
Brasil
Portugal
Galícia
Agradecimentos,
QuestãoJudaica
Paulo Dung


sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

CONVITE


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 Hoje vemos a tão sonhada esperança de muitos, se aproximar de um tipo de realidade que só traz consigo mais dor e perplexidade. Até quando as pessoas vão se fingir de mortas, ou vão ignorar a realidade nua e crua que se abate sobre um povo omisso e covarde?
Chega de ilusões e abstracionismos. Ou será que alguém em sã consciência não vê que a velha política está prestes a retomar das mãos de quem a passou para trás, as rédeas e o destino de um orçamento roubado do esforço de milhões de brasileiros, que de tão escravizados já nem percebem o peso da carga tributária nos seus lombos e nem as horas a mais de trabalho, necessárias para manter um padrão, mas que os afasta cada vez mais do convívio familiar, e muito menos que a maior parte do resultado de todo esse esforço vai parar nas mãos de um sistema decadente que suga como um vampiro o sangue do seu próprio povo?
 Como acreditar em quem não se envergonha em andar de jatinho e helicóptero, em votar seu próprio salário, em frequentar restaurantes e puteiros, enquanto seus eleitores esperam uma simples intervenção sanitária em seus grotões, com uma arma encostada no ouvido, sem chance de dar um pio, olhando para os filhos e netos, enquanto eles andam cercados de seguranças?
Quanto tempo mais vamos precisar para entender que não adianta insistir no erro? Tanta informação nesse  mundo moderno, e parece que não serve para nada, Não quero, e não vou  me acostumar a chamar o mal de bem. Desejo muito mais para o meu país do que o que eles podem e querem oferecer. E pensando bem, não os odeio por isto. Roubaram, porque nós permitimos. Mentiram, porque fingíamos acreditar no que era doce aos nossos ouvidos, o tilintar das moedas nos cofres corroídos das nossas consciências. Migalhas. Justo para nós, que somos os verdadeiros donos do país! Como salvação só nos resta nos curvar à realidade e arrumar um jeito de dar ao povo a chance de escolher dentre os sistemas, aquele que realmente for o melhor para ele, e que já contenha em si todas as regulações necessárias para o pleno funcionamento de um novo país.
Não sou um iludido e não acho que torça por um time que nem está no campeonato. A vida não é um jogo e muito menos meu time se chama Brasil. Torço sim, para que as escamas que encobrem os olhos de milhões, caiam de uma vez por todas e, que ninguém se envergonhe mais de um passado que deveria nos encher de orgulho.  Não é vergonha querer um rei. Não é vergonha olhar para trás e se arrepender, não é vergonha não suportar mais tanta dor e sofrimento, e constatar que são mais do que merecidos, porque ninguém, nem ao menos uma nação, pode fugir das consequências de seus atos. E o que cometemos no passado e no presente é simplesmente uma traição.
Estamos traindo o homem de bem que existe em nós.
Estamos traindo o esforço daqueles que no passado, se preocuparam conosco, e arriscaram suas próprias vidas.
Toda vez que você, no seu trabalho, na escola, ou seja lá onde estiver, compactua com o mal (injustiça) por simples conveniência, se torna conivente e, se nas pequenas situações você não sabe dizer não, o que dizer nas grandes?  Quer saber de uma coisa?
A revolução que precisamos começa dentro de nós. Sem mudança interior, não se alcança nada.
O homem moderno se esqueceu de Deus, e o substituiu por joguinhos de caridade e fingimentos de doutrina sã. Mas, à lei e aos profetas! Um povo que se chama "de Deus", e que não conhece nem a sua própria história? Que depende de pastores, padres e guias, quando tem acesso livre às escrituras?
Que prefere ser guiado mansamente, sem nem perceber que o lobo comeu o pastor e vestiu a roupa do bispo?

Não quero parecer ser melhor ou mais santo que ninguém. Sou um bom filho da puta também. Quantos sorrisinhos hipócritas, quantos apertos de mão forçados, quanta boca fechada, quando o momento era de dizer umas boas verdades? Quanta insistência em seguir um caminho que não me levava à lugar algum, porque assim esperavam de mim? Cansei. Definitivamente cansei das soluções dos tolos, e dou adeus à qualquer ilusão que ainda reste. O caminho é estreito e a porta é apertada, e sem esforço ninguém abrirá a porta que o separa da mediocridade do rebanho dos mortos. Viva a vida! Viva a liberdade! Viva o Rei!

Para finalizar convido você, Monarquista ou não que leu esse pequeno desabafo, a se juntar aqueles que tem a esperança e o compromisso de ver um Brasil mais justo, solidário e alinhado com as nações que estarão à direita do Rei, a se comprometer com três causas:


1) Estudar a bíblia, como a palavra de Deus revelada aos homens. Não para virar um hipócrita, mas para aprender quais são os caminhos que Deus traçou para nós.

2) Colocar a restauração da Monarquia Parlamentarista na pauta política, apoiando o representante da casa real.

3) Apoiar Israel.

E aí, você aceita?

Forte abraço

Paulo Dung



quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

GIFT, o grego paraguaio.

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                        Com filtro branco ou amarelo

O artigo abaixo (de Denise Paro da Gazeta do Povo), é a simples constatação do descaso total com uma parcela significativa da população que fuma, tem o direito de fumar e se vê empurrada para a ilegalidade, por não ter outra opção a não ser fumar os "importados", que são muito mais baratos. Mas quem liga se o mais barato é o que vai arrebentar o sujeito, que  já não se alimenta lá grandes coisas, passa o dia na ralação do batente, parando de vez em quando para tomar um café frio, derramado de uma garrafa fedorenta, para depois, máximo do prazer, acender um cigarro que quando chega no filtro, não apaga nem com extintor e solta o cheiro mais insuportável que se possa imaginar. O mais vendido deles, por ironia, se chama GIFT. Se por um lado o trabalhador agradece aos intrépidos "importadores", por outro já é mais do que hora de se tirar a carga indecente enfiada no bolso do fumante, e deixa-lo exercer sua liberdade de fumar por preço decente. Ou será que querem é matar o trabalhador?


- A produção de cigarros no Paraguai dobrou nos últimos sete anos. Passou de 30 para 60 bilhões de unidades. O contrabando crescente – principalmente para o Brasil – é o combustível central dessa expansão. Ao todo, 70% de todo o cigarro produzido no país vizinho é absorvido pelas fronteiras brasileiras, segundo a Associação Brasileira de Combate à Falsificação (ABCF). Com uma população de 6 milhões de habitantes, o Paraguai consome apenas 3 milhões de unidades do cigarro que fabrica.
Atualmente, 63 empresas paraguaias fabricam cigarros – ainda mais nocivos à saúde do que os similares brasileiros. O número de fábricas praticamente não mudou nos últimos anos, mas a estrutura delas tem se agigantado. Antigas fabriquetas ocupam hoje espaços correspondentes a um quarteirão e somente uma delas emprega cerca de 600 pessoas. “Aquilo que antes estava nas mãos de aventureiros hoje opera em grandes grupos”, resume Luciano Stremel, representante da ABCF.
Algumas das tabacaleras, como são conhecidas as fábricas, são fruto da sociedade entre brasileiros e paraguaios. Calcula-se que as empresas exportam legalmente 4 bilhões de cigarros. O restante – um total de 56 bilhões de unidades – é contrabandeado para países do Mercosul.
O Brasil concentra 30% das vendas do setor, ou seja, 35 bilhões de unidades são de cigarros clandestinos. A diferença da carga tributária praticada nos países é apontada como o maior incentivador da ilegalidade. Os tributos sobre o valor do produto no Brasil chegam a 63%, enquanto não passam de 10% no Paraguai. Mais de R$ 2 bilhões deixam de ser arrecadados por ano no Brasil por causa do contrabando e descaminho. O maço de cigarros que custa R$ 1,50 no Paraguai é vendido a R$ 3,40 no Brasil. São pacotes vendidos livremente em bancas de ambulantes e pequenos bares.
Para o presidente-executivo do Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial (ETCO), Roberto Abdenur, a carga tributária elevada em um segmento contaminado pelo mercado ilegal é um combustível para o aumento da informalidade e, consequentemente, da evasão fiscal. Ele também critica a concorrência de empresas que recorrem à Justiça e parcelamentos para não pagar os impostos devidos. “Apenas uma parcela dos fabricantes recolhe pontualmente a totalidade dos tributos devidos. O prejuízo para o mercado formal é ter de enfrentar a concorrência desleal de fabricantes que não cumprem a legislação e também do grande volume de produtos ilegais vindos principalmente do Paraguai”, diz.
“O crime é um negócio que sempre se baseia no maior lucro possível e no menor risco”, diz o chefe da Divisão de Combate ao Crime da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Moisés Dionísio. Ele estima que uma quadrilha obtenha lucro com apenas um sucesso a cada cinco tentativas de contrabando. Ou seja, uma carreta com carregamento ilegal de cigarros que chegue ao destino final significa lucro aos contrabandistas mesmo que outras quatro tenham sido interceptadas por fiscais e policiais. Cada carreta leva em média 500 caixas de cigarro. -


Como diria alguém:
Isto é uma vergonha!
Paulo Dung




IMPEACHMENT.IMPEDIMENTO? PRIMEIROS PASSOS...


O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), deve ler em sessão nesta quinta-feira o pedido de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff elaborado pelos juristas Hélio Bicudo, Miguel Reale Jr. e Janaína Paschoal, e criar uma comissão especial para analisar a denúncia, que tem o apoio da oposição.
Veja a seguir os próximos passos do andamento do processo no Congresso Nacional:
LEITURA
Em sessão marcada para as 14h desta quinta, Cunha deve ler no plenário o pedido e a sua própria decisão favorável ao andamento do processo. Na mesma sessão, ele determinará a criação de uma comissão especial para analisar a denúncia e receber a defesa de Dilma.
COMISSÃO
A comissão especial terá 66 deputados titulares e mesmo número de suplentes, todos indicados pelos líderes partidários. Após formada, tem prazo de 48 horas para fazer a primeira reunião, em que serão eleitos o presidente e o relator.
DEFESA
Dilma, que será notificada formalmente após a leitura do pedido no plenário, tem até 10 sessões para apresentar defesa. Após receber a defesa da presidente, a comissão terá cinco sessões para votar a decisão. A decisão aprovada será submetida ao plenário, que dará a palavra final sobre a abertura do processo em votação em até 48 horas.
VOTAÇÃO NA CÂMARA
São necessários votos de dois terços da Câmara (342 deputados) para que o processo seja aberto contra Dilma. Caso o processo seja aprovado na Casa, a presidente é obrigada a se afastar de suas funções por até 180 dias e o processo segue para julgamento no Senado.
JULGAMENTO NO SENADO
No Senado, acusação e defesa são apresentadas em sessão sob comando do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF). É necessário que 54 dos 81 senadores sejam favoráveis para que o impedimento de Dilma seja aprovado.
IMPEACHMENT

Em caso de condenação, Dilma é destituída e o vice-presidente, Michel Temer (PMDB), assume o governo para concluir o mandato da presidente afastada. Caso absolvida, Dilma reassume imediatamente o mandato.

Atenção povo brasileiro:

"Se correr o Temer pega.
Se ficar, a Dilma come." 

Paulo Dung








terça-feira, 17 de novembro de 2015

Beijar quem?


Uma curiosidade diabólica.

eagles



Havia cerca de 1.500 pessoas na sala de espetáculos Bataclan de Paris.
Para “celebrar” a Sexta-Feira 13, a Bataclan contratou a banda Eagles Of Death Metal. Uma das músicas da banda tem o seguinte título: 

“Beije o Diabo”.  Vejam a letra:

Quem vai adorar o Diabo?

Quem vai cantar a sua canção?

Quem vai adorar o Diabo e sua canção?

Eu vou adorar o Diabo

Eu vou cantar a sua canção 

Eu vou adorar o Diabo e sua canção!

Quem vai adorar o Diabo? 

Quem vai beijar a sua língua? 

Quem vai beijar o Diabo na sua língua?

Eu vou adorar o Diabo…


Muitos cantaram, dançaram, beijaram e adoraram. 
COM CERTEZA JÁ ESTÃO NOS BRAÇOS DO AMADO! 
Pai, perdoa!

Shalom 
Paulo Dung



segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Hipócritas!



De todo o mundo surgem mensagens de condenação e de solidariedade ao povo francês, incluindo da Arábia Saudita e da própria Síria. As redes sociais estão inundadas de legítimas e sentidas mensagens de solidariedade a França. Tudo muito justo, como deve ser.
Mas é bom lembrar que há muito tempo Israel tem sido alvo deste mesmo ódio islâmico. Diariamente os judeus são atacados na sua própria terra sem que o mundo, aparentemente tão solidário com o ataque aos "valores e interesses ocidentais", abra a boca em condenação. Por que será?
É que quando se trata da carne de judeus e de ataques a Israel, a régua usada para medir o sofrimento já é outra. O mundo "civilizado" julga-se no direito de escolher quem é digno de solidariedade, e quem pode ser esquecido, ainda que maltratado sem dó nem piedade.

Não podemos esquecer que tanto a Europa, o mundo ocidental e Israel partilham as mesmas ameaças e sofrem as consequências do mesmo ódio e desprezo pela vida humana e pelos valores civilizacionais construídos ao longo de séculos pela cultura judaico-cristã.

Sejamos então solidários para com todos aqueles que são vítimas do ódio islâmico, independentemente das alegadas (e injustificáveis) causas, sob pena de favorecermos uns e negligenciarmos outros que merecem, e precisam, dessa mesma solidariedade e apoio. 


Forte abraço
Shalom Paris
Shalom Israel
Shalom Brasil



sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Nunca Mais?

Nunca Mais!



Quando a gente lê, não acredita, quando vê, fica assombrado. Hoje, numa Europa esfacelada e de joelhos, o antissemitismo está mais presente do que nunca. Parece que o pesadelo vai se tornar real, à reboque de um cristianismo anestesiado, convencido de que a Igreja é a substituta de Israel. Este é o resultado de anos de perseguição e doutrinação.
Nada diferente do que sempre foi.

Continuação
Parte 2 de 7


- Seus soldados eram várias vezes mais numerosos que os colonos Judeus e tinham superioridade indiscutível, em armas, tanques e aviões -


Tendo recebido da ONU uma faixa estreita e indefensável de terra, rodeado de inimigos dispostos a extermina-lo, Israel deveria ter sido aniquilado. Porém, para surpresa do mundo inteiro, que torcia para seus inimigos, os colonos Israelenses derrotaram os que buscavam destruí-los, exatamente como Deus prometera.

E assim tem acontecido em guerra após guerra, à medida em que seus inimigos tem tentado aniquilar Israel.

Os Muçulmanos tem como dever religioso a exterminação dos Judeus. Eles sonham com sua destruição e promovem festas para honrar os assassinos dos cidadãos Israelenses. O fundamentalismo Islâmico começa a varrer o nosso mundo. O próprio Maomé declarou:

   "A última hora não virá antes que os Muçulmanos lutem com os Judeus, e os matem."

Mas, por que a imprensa chama os terroristas Muçulmanos de radicais e extremistas? Na verdade eles estão sendo apenas fiéis ao Islamismo. O Corão ordena:

   "Não tomeis por confidentes (amigos) os Judeus, nem os Cristãos... Matai os idólatras (os não Muçulmanos) onde quer que os acheis... Capturai-os, acossai-os e espreitai-os."

Líderes Muçulmanos religiosos e políticos ameaçam os Judeus, como fazia Hitler, na TV, pelo rádio e alto-falantes, nas ruas e nas mesquitas. Quando bradam que:

 "A batalha contra Israel será tal que Israel deixará de existir."; falam por todos.

O extermínio de Israel é transmitido aos Muçulmanos desde o aleitamento. Um ministro da educação da Síria escreveu:

 "O ódio com que doutrinamos as mentes dos nossos filhos contra Israel, desde o parto, é sagrado".

Um livro texto de adolescentes Egípcios declara:

 "Israel não viverá se os Árabes forem firmes no seu ódio."

E um livro de pré adolescentes diz:

"Os Árabes não desistem de trabalhar em prol do extermínio de Israel."

 Não deixa de ser uma completa insanidade Israel tentar fazer acordos de paz com um inimigo como esse, mas a pressão mundial o obriga a isso.

Na guerra do Yom Kipur de 1973, milhares de tanques atravessaram simultaneamente o Sinai, oriundos do Egito e descendo O Golan, à partir da Síria, num ataque surpresa cuidadosamente orquestrado. As forças militares de Israel estavam todas de licença, celebrando a mais sagrada de suas festas religiosas, levando portanto três dias para que se mobilizassem. 300.000 Israelenses enfrentaram 1,2 milhões de Árabes, escapando por um fio da derrota. Israel sofreu pesadas baixas  mas, em cumprimento da admirável profecia de Zacarias de que as tropas Judias seriam fogo que consumiria seus vizinhos,Israel expulsou os seus inimigos.

Em retaliação por ter se defendido, 61 Nações romperam Relações Diplomáticas com Israel, enquanto NENHUMA nação repreendeu os Árabes por seu ataque surpresa.

Este tenso e custoso estado de alerta de Israel tem sido manipulado de modo a acusa-lo de perpetrador de violência infundada contra vizinhos amantes da paz.

O antissemitismo é uma força motriz da mídia mundial, que é muito influenciada pelo dinheiro do petróleo. Não se veicula nenhuma crítica aos Árabes nas suas repetidas ameaças de extinguir Israel. Quando Israel deportou 400 terroristas do Hamas por terem matado e mutilado centenas de seus civis, foi criticado pela mídia internacional e censurado pelas Nações Unidas, mas quando o Kwait deportou 300.000 "Palestinos", em sua maioria civis inocentes, a mídia fez pouco caso e as Nações Unidas ignoraram o fato.

As Nações Unidas são flagrantemente pró-Árabes e contra Israel. As chamadas forças de paz das Nações Unidas no Líbano abrigaram terroristas da OLP, ofereceram suas instalações para treinamento, forneceram equipamento militar e auxiliaram as equipes de terroristas à caminho de atacarem Israel. Quando Israel se viu pressionado à ponto de invadir o sul do Líbano para expulsar a OLP, descobriu na área das Nações Unidas estoque suficiente de armamentos para sustentar uma invasão de 1 milhão de homens e, a maioria era de equipamento sofisticado e avançado demais para ser operado pela OLP, e era, obviamente, destinado à uma invasão Soviética.

 A ONU já condenou Israel mais de 370 vezes por ter se defendido, porém NUNCA condenou os terroristas ou os seus agressores.

Dois anos após as Olimpíadas de Munique, em que a OLP assassinou onze atletas Israelenses, Arafat, seu líder na época, foi convidado a falar na Assembléia geral da ONU, e foi recebido como herói, embora clamasse  pela "Extinção de Israel". O então secretário geral da ONU, Boutros-Boutros Gali declarou:

   "Os Judeus devem abrir mão de sua condição de Nação, e do Estado de Israel, para serem assimilados como uma comunidade, no mundo Árabe".

O Domo da Rocha, no cume do monte Moriah, está situado no coração de Jerusalém. Esta edificação de 141.000 m²,  inspira paixões tão explosivas que pode ser o estopim para a 3ª Guerra Mundial à qualquer instante. Foi ali que Abraão, obedientemente, construiu um altar e colocou sobre ele o seu filho Isaac, disposto à oferece-lo como sacrifício à Deus, mas Deus impediu-o e providenciou um carneiro para substituir à Isaac. 900 anos mais tarde, há cerca de 3.000 anos, o Rei Davi comprou aquele terreno santo de Araúna, o Jebuseu, para poder ali edificar um altar ao seu Deus. E foi ali que Salomão construiu o primeiro templo. Do templo Judeu, destruído por duas vezes, não resta nada. Em seu lugar se ergue o Domo da Rocha, um imenso monumento ao Deus Islâmico da lua, o antissemita Allah.

Em 1967, quando o exército de Israel capturou o Leste de Jerusalém, e junto com ele o Monte do Templo, isto parecia contradizer a profecia de Cristo de  que  Jerusalém seria "pisada" pelos gentios até à sua vinda mas, incrivelmente, Israel imediatamente devolveu o Monte do Templo aos cuidados do Rei Hussein da Jordânia. Este, por sua vez, o confiou a Yasser Arafat e à sua OLP, em 1994.
Assim, o coração de Jerusalém, está nas mãos dos gentios, e as nações dos gentios de todo o mundo exigem o controle.

Uma das principais tensões do Oriente Médio, hoje em dia, é a chamada questão do povo Palestino. E começa com A OLP, que alegava representar os Palestinos, mas era na verdade, uma organização islâmica de terrorismo. Ela treinou as gangues de assassinos de Idi Amin Dada, que mataram 300.000 cristãos negros em Uganda.

Na verdade, a maioria das organizações terroristas, em todo o mundo, foi treinada pela OLP. Seu fundador, Yasser Arafat, cometeu seu primeiro assassinato aos vinte anos. Sob sua liderança a OLP se tornou a mais rica, a mais violenta e a mais sangrenta das organizações terroristas já conhecidas. Por exemplo, em 1970 a OLP tinha 55 bases na Jordânia, e seu terrorismo contínuo contra os civis Jordanianos era tão maligno, que o Rei Hussein a atacou, com suas tropas de beduínos e, após semanas de sangrentas batalhas, expulsou a OLP para o Líbano. Ali a OLP aniquilou, entre outras, três das mais importantes cidades Cristãs Libanesas. Na ocasião, a mídia fez vistas grossas ao seu reinado de terror no Líbano.

A imprensa internacional foi AMEAÇADA e se manteve em silêncio.  Os que OUSARAM divulgar a verdade tiveram mortes brutais - Larry Burchmann e Sean Tulley da TV Abc, Mark Trian da rádio Belga Livre, Robert Pieffer da revista Der Speiggel - entre outros.

Cerca de 300.000 civis Libaneses foram mortos e mais de 100.000 jovens sobreviventes foram engravidadas por estupros coletivos dos guerrilheiros da OLP, antes que Israel os expulsasse. Porém, ao contrário do que seria o lógico, Israel foi CENSURADO e, Por incrível que pareça, Arafat e seus assassinos da OLP foram eximidos e celebrizados pela mídia mundial.

 Esse criminoso, impiedoso e sádico, recebeu um prêmio Nobel da Paz e foi honrado como um "campeão" da justiça em prol do oprimido povo Palestino. Palestinos?

Nunca houve Palestinos, seja povo, Nação, Língua, Cultura, Religião ou Economia. As alegações de serem descendentes de um povo Palestino que, supostamente, habitou uma terra chamada Palestina por milhares de anos, não passa de uma mentira intencional. Porém, uma história revisada, que oculta a verdade, é promovida nas melhores enciclopédias e livros, incluindo publicações Cristãs. Aqueles que hoje se denominam Palestinos são Árabes, por berço, língua, religião Islâmica e cultura. A origem do termo provêm dos Filisteus, os arqui inimigos do antigo Israel.

 Em 130 D.C - os Romanos reconstruíram Jerusalém como uma cidade pagã, tendo um templo para Júpiter, no lugar do templo Judeu. Provocados á rebelião, 500.000 Judeus foram mortos e milhares escravizados. Os Romanos, irados, renomearam a terra de Israel, batizando-a com o nome de "Syria Palestina", assim surgiu o termo Palestina. Dali em diante, os JUDEUS que ali viviam foram chamados de Palestinos. Na II Guerra, o Exército Britânico tinha uma brigada "Palestina", composta por voluntários Judeus. A orquestra sinfônica da "Palestina" era composta de músicos Judeus, assim como o "Palestinian Post" era um jornal de Judeus.

Em 1948 Árabes fugidos de Israel começaram a alegar que eles eram os verdadeiros Palestinos, e que a terra de Israel sempre lhes pertencera e, desde então, a mídia promove essa mentira mas, a verdade é que em 1948 os Árabes ocupavam meros 3% da "Palestina", enquanto que a posse de Israel data de 4.000 anos, desde quando Abraão adquiriu a capela Macpela em Hebrom. Ali Abraão sepultou sua esposa Sara, e ali estão enterrados o próprio Abraão, seu filho Isaac, seu neto Jacó e sua esposa Lia. Em Hebrom Davi foi coroado Rei. É um lugar sagrado para os Judeus e não tem nada à ver com os Árabes ou com o Islã. Ainda assim os Muçulmanos e o mundo ignoram a presença contínua dos Judeus por 3.000 anos, e estão dispostos a expulsar todos os residentes Judeus.

 Há quase 70 anos o mundo convive com o problema dos, autodenominados, refugiados Palestinos da Guerra pela Independência em 1948. Em mais uma mentira típica, a mídia mundial acusa os Judeus de, impiedosamente, desalojarem a população "nativa". Quando na verdade foi o alto comando Árabe que os instrui, por rádio, a deixar rapidamente a Palestina enquanto eles massacrariam os Judeus. Uns 350.000 fugiram. Muitos ficaram. Os que ficaram, hoje, são cidadãos Israelenses e, atualmente, compõe uns 20% do eleitorado de Israel.

Apesar dos bilhões de dólares em jazidas de petróleo, e uma área terrestre 700 vezes maior que a de Israel, as nações árabes se recusam a aceitar quaisquer refugiados de 1948. Somando milhões, devido à sua alta taxa de natalidade, hoje eles vivem vergonhosamente em Gaza, Jordânia, Líbano, Síria e na "Margem Ocidental". Esses infelizes são mantidos assim, para que seu infortúnio seja exibido ao mundo como propaganda.

Por outro lado, o recém formado Estado de Israel, cuja população somava 600.000 habitantes, absorveu rapidamente 820.000 refugiados Judeus que fugiam das terras árabes, onde por 13 séculos, desde o advento do islamismo, eram sujeitados a surras e cusparadas, nas ruas e nos mercados,
inumeráveis foram brutalizados e mortos pelos muçulmanos, em surtos imprevisíveis de violência, e tiveram suas posses confiscadas.

O renascer do Estado de Israel lhes proporcionou um refúgio acolhedor para o qual fugiram.

A Jordânia anexou o território Palestino designado pela ONU, expulsou todos os Judeus, destruiu todas  as sinagogas Judaicas e renomeou de "Margem Ocidental", as terras conhecidas como Judeia e Samaria, desde os tempos bíblicos.  (Continua)


terça-feira, 10 de novembro de 2015

Acende a luz!

  - A luz do Baile - 


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                                                      por...

                                                                                                                                                                                         Monteiro Lobato                                                                                                



Quem foi este homem que não deixou lembranças neste país? Apenas um Imperador?
Um Imperador que reinou apenas durante 58 anos…
Tirano? Despótico? Equiparável a qualquer facínora coroado?
Não.
Apenas a Marco Aurélio.
A velha dinastia Bragantina alcançou com ele esse apogeu de valor
mental e moral que já brilhou em Roma, na família Antonina, com o
advento de Marco Aurélio. Só lá, nesse período feliz da vida romana,
é que se nos depara o sósia moral de Pedro II.
A sua função no formar da nacionalidade brasileira não está bem
estudada. Era um ponto fixo, era uma coisa séria, um corpo como
os há na natureza, dotados de força catalítica.
Agia pela presença.
O fato de existir na cúspide (1) da sociedade um símbolo vivo e
ativo da Honestidade, do Equilíbrio, da Moderação, da Honra e do
Dever, bastava para inocular no país em formação o vírus das
melhores virtudes cívicas..
O juiz era honesto, senão por injunções da própria consciência, pela
presença da Honestidade no trono. O político visava o bem público,
se não por determinismo de virtudes pessoais, pela influencia
catalítica da virtude imperial. As minorias respiravam, a oposição
possibilizava-se: o chefe permanente das oposições estava no
trono. A justiça era um fato: havia no trono um juiz supremo e
incorruptível. O peculatário, (2) o defraldador (3), o político
negocista, o juiz venal, o soldado covarde, o funcionário relapso, o
mau cidadão enfim, e mau por força de pendores congeniais (4),
passava, muitas vezes, a vida inteira sem incidir num só deslize. A
natureza o propelia ao crime, ao abuso, à extorsão, à violência, à
iniquidade – mas sofreava as rédeas aos maus instintos a simples
presença da Equidade e da Justiça no trono.
Ignorávamos isso na Monarquia.
Foi preciso que viesse a República, e que alijasse do trono a força
catalítica, para patentear-se bem claro o curioso fenômeno.
A mesma gente, o mesmo juiz, o mesmo político, o mesmo soldado,
o mesmo funcionário até 15 de novembro honesto, bem
intencionado, bravo e cumpridor dos deveres, percebendo, na
ausência do imperial freio, ordem de soltura, desaçamaram a
alcatéia (6) dos maus instintos mantidos em quarentena. Daí, o
contraste dia a dia mais frisante entre a vida nacional sob Pedro II e
a vida nacional sob qualquer das boas intenções quadrienais, que
se revezam na curul (7) republicana.
Pedro II era a luz do baile.
Muita harmonia, respeito às damas, polidez de maneiras, jóias de
arte sobre os consolos, dando ao conjunto uma impressão genérica
de apuradíssima cultura social.
Extingue-se a luz. As senhoras sentem-se logo apalpadas, trocamse
tabefes, ouvem-se palavreados de tarimba (8), desaparecem as
jóias…
Como, se era a mesma gente!
Sim, era a mesma gente. Mas gente em formação, com virtudes
cívicas e morais em início de cristalização.
Mais um século de luz acesa, mais um século de catálise (9)
imperial, e o processo cristalisatório se operaria completo. O
animal, domesticado de vez, dispensaria o açamo(10). Consolidarse-iam
os costumes; enfibrar-se-ia o caráter. E do mau material
humano com que nos formamos sairia, pela criação de uma
segunda natureza, um povo capaz de ombrear-se com os mais
apurados em cultura.
Para esta obra moderadora, organizadora, cristalizadora, ninguém
mais capaz do que Pedro II; nenhuma forma de governo melhor do
que sua monarquia.
Mas sobrevém, inopinada, a República.
Idealistas ininteligentes, emparceirados com a traição e a
inconsciência da força bruta, substabelecem-se numa procuração
falsa e destroem a obra de Pedro II “em nome da nação”.
A nação não reage, inibida pela surpresa, e também porque lhe
acenam logo com um programa de maravilhas, espécie de paraíso
na terra.
É sempre assim. Não variam com a longitude nem com a latitude os
processos psicológicos de assalto ao poder.
Aqui, assaltado o poder e conquistadas as posições, houve um
geral arrancar de máscaras: Enfim, sós.
O “Alagoas” levava a bordo a luz importuna, a luz que empatava. E
começou a revista de ano que há trinta anos diverte o país.
Que diverte, mas que envenena.
Que envenena e arruína.
O que havia de cristalização social dissolve-se; volta ao estado de
geléia.
Sucedem-se na cena os atores, gingam-se as mesmas atitudes,
murmuram-se as mesmas mensagens, reeditam-se eternas
promessas.
O povo, cansado e descrente, farto de uma palhaceira destituída da
mínima originalidade, cochila nas arquibancadas. Nem aplaude,
nem assobia; dorme e sonha, entre outras coisas, com o inopinado
surto em cena de um delegado de polícia louro e dez praças de
uniforme desconhecido, que ponham fim a pantomima.
Não intervém para realizar por mãos próprias o “basta”, porque se
sente tão gelatinoso como os atores. Nada o galvaniza, não o espanta
nenhum jangotismo de tony.
Abudistado, (11) assiste até o indecoroso matar-se em massa.
As cenas do ano 1900, desenroladas na capital da República,
durante a última epidemia, são “os noves fora nada” da obra do 15
de novembro. A máquina governamental, caríssima, não funciona
nos momentos de crise. Não é feita para funcionar, senão para
sugar com fúria acarina o corpo doente do animal empolgado.
De norte a sul o povo lamuria a sua desgraça e chora envergonhado
o que perdeu.
Tinha um rei. Tem sátrapas.
Tinha dinheiro. Tem dívidas.
Tinha justiça. Tem cambalachos de toga.
Tinha parlamento. Tem antessalas de fâmulos (12).
Tinha o respeito do estrangeiro. Tem irrisão e desprezo.
Tinha moralidade. Tem o impudor deslavado.
Tinha soberania. Tem cônsules estrangeiros assessorando
ministros.
Tinha estadistas. Tem pegas. (13)
Tinha vontade. Tem medo.
Tinha leis. Tem estado de sítio.
Tinha liberdade de impressa. Tem censura.
Tinha brio. Tem fome.
Tinha Pedro II. Tem… Não tem!
Era. Não é.
Numa época terrível para a vida universal, em que cada país procura
chefiar-se por intermédio dos homens de suprema energia, Wilson,
Loyd George, Clemenceau, Ebert, o Brasil apalpa pescoço e não
sente cabeça. Chegou a maravilha teratológica (14) duma acefalia
inédita.
Anos atrás foi apresentado à Câmara dos Deputados um projeto de
lei mandando trasladar os restos de Pedro II para a terra natal. A
consciência desse ramo do Legislativo, num assomo de
revivescência, votou, em apoteose, a lei. Mauricio de Lacerda
definira, nesse dia, a política republicana, como feita de alcouces
(15) e corrilhos (16).
A Câmara desmentiu-o por cinco votos. Mas o Senado confirmoulhe
o asserto, por quase unanimidade. Não convinha à turba de
sarcorhamphus (17), pacificamente acomodada em torno da presa a
devorar – a Pátria – a transladação dos restos mortais. Quem sabe,
conservariam essas cinzas algo da misteriosa força que
caracterizou em vida Pedro II?
E viriam elas – agindo pela presença – perturbar a paz do festim?
“Nada, não perturbemos nossa digestão” – pensou o Senado. E o
projeto caiu.
O Brasil é uma nação a fazer. Ou refazer, já que destruíram os
alicerces da primeira tentativa séria. Cortado o fio da evolução
natural, baralhados os materiais, dispensados os operários
honestos e hábeis, hipotecadas as suas rendas, a política de hoje
vive de uma indústria nova: aluguel da consciência. Cada empresa
estrangeira aluga uma série. De uma, a mais poderosa de todas, é
sabido que chegou à perfeição de fichar (18) comercialmente o
preço de homens públicos.
“É a deliquescência (19) final, o esverdear”…este estado de coisas
é, entretanto, galvanizável. Bastaria repor na máquina a peça mestra
que tudo coordena, essa forca catalítica sem a qual nenhum povo
como o nosso, instável, em formação, produto dos mais díspares
elementos étnicos, conseguiu jamais alcançar as etapas sucessivas
da nacionalidade.
Um homem, uma continuidade de ação, um pulso – o bisneto de
Marco Aurélio ou Rosas.
A força mansa que norteia o evoluir ou a força violenta que arrasa,
desespera, e cria pela dor o instinto de defesa.
Tudo é preferível ao reino manhoso dos guzanos (20) de boca dupla
– uma que mente ao povo, outra que o rói até aos ossos.

Glossário

(1)Cúspide – ápice, cume.
(2)Peculatário – fraudador
(3)Defraldador (que incita ao pecado ou delito)
(4)Congenial – por índole
(5)Desaçamaram – soltaram (no contexto)
(6)Alcatéia – grupo de lobos
(7) Curul – Dizia-se de uma cadeira de marfim reservada outrora a
certos magistrados romanos. Alta hierarquia, poder
(8) Tarimba – cama dura de soldados. No contexto, subentende-se
linguagem usada entre soldados.
(9) A catálise é a mudança de velocidade de uma reação química
devido à adição de uma substância (catalisador). Subentende-se
educação do caráter nacional.
(10)freio, mordaça.
(11)Abudistado – deriva de budismo, ausência de ação.
(12)Servos
(13)Pegas – Prostitutas
(14)Deformado, monstruoso
(15)Prostíbulo
(16)Conciliábulo, conluio de intrigantes
(17)Urubus
(18)Fichar – fixar
(19)Dissolução
(20)Vermes


                                                               

 Creio que uma grande parte dos frequentadores das redes sociais e afins já se deu conta, pelo volume das informações disponíveis na internet, que a Proclamação da República foi a maior mentira que nos enfiaram goela abaixo, e que nada de bom se pode esperar dessa República S.A.
Cabe a você também, que à sua maneira é formador de opinião, ajudar a esclarecer o povo.
Dia 15 de novembro, não comemore nada, nem peça nada precipitadamente. Pense, pesquise mais um pouco, tire suas duvidas e saiba que  podemos, com a nossa força, restaurar o que foi interrompido por um golpe, o primeiro de uma sequência, desferido contra todos nós. 
A Monarquia é viável e é possível sim, restaura-la. Se você ainda tem esperança no Brasil, não perca mais tempo. Quanta água suja já rolou, e até agora só vemos embromação e mais do mesmo. Tudo escuro. Dia 15 de Novembro, vamos começar a acender a luz.
Abaixo a velha Ré-pública!

Paulo Dung
Brasil Israel