quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

GIFT, o grego paraguaio.

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                        Com filtro branco ou amarelo

O artigo abaixo (de Denise Paro da Gazeta do Povo), é a simples constatação do descaso total com uma parcela significativa da população que fuma, tem o direito de fumar e se vê empurrada para a ilegalidade, por não ter outra opção a não ser fumar os "importados", que são muito mais baratos. Mas quem liga se o mais barato é o que vai arrebentar o sujeito, que  já não se alimenta lá grandes coisas, passa o dia na ralação do batente, parando de vez em quando para tomar um café frio, derramado de uma garrafa fedorenta, para depois, máximo do prazer, acender um cigarro que quando chega no filtro, não apaga nem com extintor e solta o cheiro mais insuportável que se possa imaginar. O mais vendido deles, por ironia, se chama GIFT. Se por um lado o trabalhador agradece aos intrépidos "importadores", por outro já é mais do que hora de se tirar a carga indecente enfiada no bolso do fumante, e deixa-lo exercer sua liberdade de fumar por preço decente. Ou será que querem é matar o trabalhador?


- A produção de cigarros no Paraguai dobrou nos últimos sete anos. Passou de 30 para 60 bilhões de unidades. O contrabando crescente – principalmente para o Brasil – é o combustível central dessa expansão. Ao todo, 70% de todo o cigarro produzido no país vizinho é absorvido pelas fronteiras brasileiras, segundo a Associação Brasileira de Combate à Falsificação (ABCF). Com uma população de 6 milhões de habitantes, o Paraguai consome apenas 3 milhões de unidades do cigarro que fabrica.
Atualmente, 63 empresas paraguaias fabricam cigarros – ainda mais nocivos à saúde do que os similares brasileiros. O número de fábricas praticamente não mudou nos últimos anos, mas a estrutura delas tem se agigantado. Antigas fabriquetas ocupam hoje espaços correspondentes a um quarteirão e somente uma delas emprega cerca de 600 pessoas. “Aquilo que antes estava nas mãos de aventureiros hoje opera em grandes grupos”, resume Luciano Stremel, representante da ABCF.
Algumas das tabacaleras, como são conhecidas as fábricas, são fruto da sociedade entre brasileiros e paraguaios. Calcula-se que as empresas exportam legalmente 4 bilhões de cigarros. O restante – um total de 56 bilhões de unidades – é contrabandeado para países do Mercosul.
O Brasil concentra 30% das vendas do setor, ou seja, 35 bilhões de unidades são de cigarros clandestinos. A diferença da carga tributária praticada nos países é apontada como o maior incentivador da ilegalidade. Os tributos sobre o valor do produto no Brasil chegam a 63%, enquanto não passam de 10% no Paraguai. Mais de R$ 2 bilhões deixam de ser arrecadados por ano no Brasil por causa do contrabando e descaminho. O maço de cigarros que custa R$ 1,50 no Paraguai é vendido a R$ 3,40 no Brasil. São pacotes vendidos livremente em bancas de ambulantes e pequenos bares.
Para o presidente-executivo do Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial (ETCO), Roberto Abdenur, a carga tributária elevada em um segmento contaminado pelo mercado ilegal é um combustível para o aumento da informalidade e, consequentemente, da evasão fiscal. Ele também critica a concorrência de empresas que recorrem à Justiça e parcelamentos para não pagar os impostos devidos. “Apenas uma parcela dos fabricantes recolhe pontualmente a totalidade dos tributos devidos. O prejuízo para o mercado formal é ter de enfrentar a concorrência desleal de fabricantes que não cumprem a legislação e também do grande volume de produtos ilegais vindos principalmente do Paraguai”, diz.
“O crime é um negócio que sempre se baseia no maior lucro possível e no menor risco”, diz o chefe da Divisão de Combate ao Crime da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Moisés Dionísio. Ele estima que uma quadrilha obtenha lucro com apenas um sucesso a cada cinco tentativas de contrabando. Ou seja, uma carreta com carregamento ilegal de cigarros que chegue ao destino final significa lucro aos contrabandistas mesmo que outras quatro tenham sido interceptadas por fiscais e policiais. Cada carreta leva em média 500 caixas de cigarro. -


Como diria alguém:
Isto é uma vergonha!
Paulo Dung




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