quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Intolerância ou, era uma vez um belo país


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Hoje me dei conta que somos tão diferentes, com tantas opiniões, escolhas, vontades, etc. E pensei: Que bom que é assim.  O Brasil sempre soube conviver com as diferenças. É a mais pura verdade. Podemos dizer então, que o povo Brasileiro sempre foi um povo tolerante. Abrigamos como irmãos, alemães, japoneses, árabes, judeus, italianos, e quantos mais bateram às nossas portas em busca de um refúgio  e de trabalho honesto. E assim, vivíamos em paz, procurando nosso lugar no mundo. Com uma identidade da qual nos orgulhávamos, éramos um povo hospitaleiro e feliz. Com um belo futuro pela frente. Não fazia mal que fôssemos conhecidos como o país do futebol e do carnaval. Nosso carnaval não era a festa da carne que hoje vemos, e o futebol era pura arte e plasticidade. Mas, onde foi parar a “alma” do Brasileiro? O cavalheirismo, a gentileza, a criatividade, a arte, a engenhosidade...
   Ao escancararmos nossas portas aos estrangeirismos ideológicos, deixamos de lado nossa própria cultura e permitimos que traidores da pátria nos vendessem pela bagatela de um poder ilusório, de marionetes. Aquele que compra não deixa de tomar posse. Então começamos a fazer parte de uma agenda. Lenta e progressivamente fomos sendo minados por seus vários agentes. Emburreceram nossa juventude, escravizaram nosso povo. Entupiram-no de televisão. Venderam-lhe a ilusão do consumo aleatório, de uma vida ordinária, prendendo-o num círculo vicioso de contração de dívidas desnecessárias, quando precisaríamos poupar, acumular riquezas, ensinar nossos jovens, construir um país.                                                    
    Mas tudo o que conseguimos foi nos colocar de joelhos e oferecer nossas costas. O estado virou um leviatã. Centenas de leis absurdas são propostas e sancionadas. Nossa carga tributária é indecente. Nossa já fraca constituição é pisada.  Nossos representantes não merecem nem ser chamados como tais. Ignorantes, fingidos, falsos, sem amor ao país. Vendidos. Então, como que arrastados por uma forte onda, fomos impelidos para o meio da situação em que nos encontramos hoje: Os bandidos no poder e os bons escondidos, tendo que abandonar o país por puro medo de perseguição, ou abrindo a boca somente na internet, o último refúgio, por enquanto, a lhes permitir voz. Que decepção. Este não é o país que queríamos deixar para os nossos filhos e netos. Um país dividido. Irmão contra irmão. Empregado X patrão, homossexual X heterossexual, produtor rural X homem do campo.
    O homem, mesmo na convivência coletiva, vive e sente individualmente. Ao utilizar-se, sem piedade, de  pessoas fragilizadas moral e emocionalmente, dirigindo-lhes um modelo de comportamento previamente agendado, a vileza da ação se sobrepõe à qualquer justificativa  do agente. Aos mais exóticos e agressivos, que deveriam estar sendo cuidados e tratados, dá-se voz  e palanque, revelando desta forma sua real intenção: Confrontar. Sim, a incitação e o chamamento deliberado ao confronto é o desejo insuflado em todo militante. Qual será o resultado  desta prática? O tempo dirá.  Porém, por trás dos panos, sente-se um cheiro inconfundível de ... merda!

                                                                                                           
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Paulo Dung
Shalom Brasil!


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