domingo, 6 de dezembro de 2015

UM HOMEM "TEIMOSO".

Partindo da avenida Jafa começa Ben Iehuda, a zona de pedestres mais central de Jerusalém. Recebe o nome de Eliezer Itzak Perelman, em hebraico Ben Iehuda, nascido em janeiro de 1858 na povoação lituana de Luzhki. Pergunto-me se toda esta gente que agora se move atarefada, entrando e saindo das inúmeras lojas do local, a maioria turistas, sabe que Ben Iehuda é o protagonista dum milagre. Não me ocorre nenhuma palavra melhor para explicar o que o seu teimoso patriotismo conseguiu, remando contra o vento do derrotismo pessimista que o rodeava: tornar o hebraico, de língua morta quotidiana, no idioma nacional dum povo.

A partir dos três anos começou a estudar hebraico como medida indispensável para a sua formação religiosa, já que este idioma sobrevivera reduzido apenas ao uso litúrgico, como língua escrita, de interesse para os eruditos e os cabalistas. Com uma saúde sempre fraca, o pai do hebraico moderno foi estudar medicina na França e em Paris, aos 21 anos, num café do bulevar Montmartre, protagonizou a primeira conversação integralmente nesta língua, sobre temas contemporâneos, com um amigo também judeu.

Embarcou, então, numa luta pessoal para a ressurreição da língua, às vezes com medidas drásticas que geravam incômodo, mal-estar e, sobretudo incompreensão, no seu ambiente. Persuadido de que os judeus não seriam nunca um povo vivo se não falavam hebraico no seu próprio país, em 1881 voltou à terra dos seus antepassados para tornar realidade o seu sonho. Ao desembarcar no porto de Jafa, dirigiu-se em hebraico ao cambista de dinheiro, ao fundista e a um estivador, constatando todos juntos que a conversação era possível, sim. Desde então, o seu entusiasmo já não teve freios.

Apenas com a base das 7.704 palavras que formam o vocabulário da Bíblia, dedicou-se de corpo e alma a dar vida a uma língua morta e nunca mais abandonou nem a tarefa nem a esperança. Incorporou neologismos para designar uma realidade que não cabia no limitado repertório bíblico, a partir da influência de diferentes idiomas. Fundou o Conselho da Língua Hebraica (1890), precursor da Academia de língua Hebraica atual, e deixou um legado impressionante nos dezessete volumes do Dicionário completo do hebraico antigo e moderno. Concebeu todo um sistema de aprendizado e melhoria do idioma pensado para as crianças, para os moradores no país e aos que acabavam de chegar para fazer do hebraico a língua pública comum de coesão social e identidade civil.

O seu filho, Itamar Ben Avi, nascido em 1882 em Jerusalém, tornou-se a primeira criança de língua materna hebraica da história moderna, depois de quase dois mil anos de diáspora. Ben Iehuda morreu em dezembro de 1922, poucos dias depois do reconhecimento, por parte dos britânicos, do hebraico como língua oficial dos judeus na sua terra ancestral.

Hoje é a língua pública comum em Israel, idioma oficial do estado, como também o árabe, e que acompanha o inglês nos letreiros oficiais das ruas e locais públicos. Joseph Pla resumia a função aglutinadora do hebraico na frase:   "O hebraico contra Babel".

Penso nisto enquanto cai a tarde no meio da praça nova da velha cidade onde moro.

Shalom
Israel
Brasil
Portugal
Galícia
Agradecimentos,
QuestãoJudaica
Paulo Dung


sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

CONVITE


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 Hoje vemos a tão sonhada esperança de muitos, se aproximar de um tipo de realidade que só traz consigo mais dor e perplexidade. Até quando as pessoas vão se fingir de mortas, ou vão ignorar a realidade nua e crua que se abate sobre um povo omisso e covarde?
Chega de ilusões e abstracionismos. Ou será que alguém em sã consciência não vê que a velha política está prestes a retomar das mãos de quem a passou para trás, as rédeas e o destino de um orçamento roubado do esforço de milhões de brasileiros, que de tão escravizados já nem percebem o peso da carga tributária nos seus lombos e nem as horas a mais de trabalho, necessárias para manter um padrão, mas que os afasta cada vez mais do convívio familiar, e muito menos que a maior parte do resultado de todo esse esforço vai parar nas mãos de um sistema decadente que suga como um vampiro o sangue do seu próprio povo?
 Como acreditar em quem não se envergonha em andar de jatinho e helicóptero, em votar seu próprio salário, em frequentar restaurantes e puteiros, enquanto seus eleitores esperam uma simples intervenção sanitária em seus grotões, com uma arma encostada no ouvido, sem chance de dar um pio, olhando para os filhos e netos, enquanto eles andam cercados de seguranças?
Quanto tempo mais vamos precisar para entender que não adianta insistir no erro? Tanta informação nesse  mundo moderno, e parece que não serve para nada, Não quero, e não vou  me acostumar a chamar o mal de bem. Desejo muito mais para o meu país do que o que eles podem e querem oferecer. E pensando bem, não os odeio por isto. Roubaram, porque nós permitimos. Mentiram, porque fingíamos acreditar no que era doce aos nossos ouvidos, o tilintar das moedas nos cofres corroídos das nossas consciências. Migalhas. Justo para nós, que somos os verdadeiros donos do país! Como salvação só nos resta nos curvar à realidade e arrumar um jeito de dar ao povo a chance de escolher dentre os sistemas, aquele que realmente for o melhor para ele, e que já contenha em si todas as regulações necessárias para o pleno funcionamento de um novo país.
Não sou um iludido e não acho que torça por um time que nem está no campeonato. A vida não é um jogo e muito menos meu time se chama Brasil. Torço sim, para que as escamas que encobrem os olhos de milhões, caiam de uma vez por todas e, que ninguém se envergonhe mais de um passado que deveria nos encher de orgulho.  Não é vergonha querer um rei. Não é vergonha olhar para trás e se arrepender, não é vergonha não suportar mais tanta dor e sofrimento, e constatar que são mais do que merecidos, porque ninguém, nem ao menos uma nação, pode fugir das consequências de seus atos. E o que cometemos no passado e no presente é simplesmente uma traição.
Estamos traindo o homem de bem que existe em nós.
Estamos traindo o esforço daqueles que no passado, se preocuparam conosco, e arriscaram suas próprias vidas.
Toda vez que você, no seu trabalho, na escola, ou seja lá onde estiver, compactua com o mal (injustiça) por simples conveniência, se torna conivente e, se nas pequenas situações você não sabe dizer não, o que dizer nas grandes?  Quer saber de uma coisa?
A revolução que precisamos começa dentro de nós. Sem mudança interior, não se alcança nada.
O homem moderno se esqueceu de Deus, e o substituiu por joguinhos de caridade e fingimentos de doutrina sã. Mas, à lei e aos profetas! Um povo que se chama "de Deus", e que não conhece nem a sua própria história? Que depende de pastores, padres e guias, quando tem acesso livre às escrituras?
Que prefere ser guiado mansamente, sem nem perceber que o lobo comeu o pastor e vestiu a roupa do bispo?

Não quero parecer ser melhor ou mais santo que ninguém. Sou um bom filho da puta também. Quantos sorrisinhos hipócritas, quantos apertos de mão forçados, quanta boca fechada, quando o momento era de dizer umas boas verdades? Quanta insistência em seguir um caminho que não me levava à lugar algum, porque assim esperavam de mim? Cansei. Definitivamente cansei das soluções dos tolos, e dou adeus à qualquer ilusão que ainda reste. O caminho é estreito e a porta é apertada, e sem esforço ninguém abrirá a porta que o separa da mediocridade do rebanho dos mortos. Viva a vida! Viva a liberdade! Viva o Rei!

Para finalizar convido você, Monarquista ou não que leu esse pequeno desabafo, a se juntar aqueles que tem a esperança e o compromisso de ver um Brasil mais justo, solidário e alinhado com as nações que estarão à direita do Rei, a se comprometer com três causas:


1) Estudar a bíblia, como a palavra de Deus revelada aos homens. Não para virar um hipócrita, mas para aprender quais são os caminhos que Deus traçou para nós.

2) Colocar a restauração da Monarquia Parlamentarista na pauta política, apoiando o representante da casa real.

3) Apoiar Israel.

E aí, você aceita?

Forte abraço

Paulo Dung



quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

GIFT, o grego paraguaio.

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                        Com filtro branco ou amarelo

O artigo abaixo (de Denise Paro da Gazeta do Povo), é a simples constatação do descaso total com uma parcela significativa da população que fuma, tem o direito de fumar e se vê empurrada para a ilegalidade, por não ter outra opção a não ser fumar os "importados", que são muito mais baratos. Mas quem liga se o mais barato é o que vai arrebentar o sujeito, que  já não se alimenta lá grandes coisas, passa o dia na ralação do batente, parando de vez em quando para tomar um café frio, derramado de uma garrafa fedorenta, para depois, máximo do prazer, acender um cigarro que quando chega no filtro, não apaga nem com extintor e solta o cheiro mais insuportável que se possa imaginar. O mais vendido deles, por ironia, se chama GIFT. Se por um lado o trabalhador agradece aos intrépidos "importadores", por outro já é mais do que hora de se tirar a carga indecente enfiada no bolso do fumante, e deixa-lo exercer sua liberdade de fumar por preço decente. Ou será que querem é matar o trabalhador?


- A produção de cigarros no Paraguai dobrou nos últimos sete anos. Passou de 30 para 60 bilhões de unidades. O contrabando crescente – principalmente para o Brasil – é o combustível central dessa expansão. Ao todo, 70% de todo o cigarro produzido no país vizinho é absorvido pelas fronteiras brasileiras, segundo a Associação Brasileira de Combate à Falsificação (ABCF). Com uma população de 6 milhões de habitantes, o Paraguai consome apenas 3 milhões de unidades do cigarro que fabrica.
Atualmente, 63 empresas paraguaias fabricam cigarros – ainda mais nocivos à saúde do que os similares brasileiros. O número de fábricas praticamente não mudou nos últimos anos, mas a estrutura delas tem se agigantado. Antigas fabriquetas ocupam hoje espaços correspondentes a um quarteirão e somente uma delas emprega cerca de 600 pessoas. “Aquilo que antes estava nas mãos de aventureiros hoje opera em grandes grupos”, resume Luciano Stremel, representante da ABCF.
Algumas das tabacaleras, como são conhecidas as fábricas, são fruto da sociedade entre brasileiros e paraguaios. Calcula-se que as empresas exportam legalmente 4 bilhões de cigarros. O restante – um total de 56 bilhões de unidades – é contrabandeado para países do Mercosul.
O Brasil concentra 30% das vendas do setor, ou seja, 35 bilhões de unidades são de cigarros clandestinos. A diferença da carga tributária praticada nos países é apontada como o maior incentivador da ilegalidade. Os tributos sobre o valor do produto no Brasil chegam a 63%, enquanto não passam de 10% no Paraguai. Mais de R$ 2 bilhões deixam de ser arrecadados por ano no Brasil por causa do contrabando e descaminho. O maço de cigarros que custa R$ 1,50 no Paraguai é vendido a R$ 3,40 no Brasil. São pacotes vendidos livremente em bancas de ambulantes e pequenos bares.
Para o presidente-executivo do Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial (ETCO), Roberto Abdenur, a carga tributária elevada em um segmento contaminado pelo mercado ilegal é um combustível para o aumento da informalidade e, consequentemente, da evasão fiscal. Ele também critica a concorrência de empresas que recorrem à Justiça e parcelamentos para não pagar os impostos devidos. “Apenas uma parcela dos fabricantes recolhe pontualmente a totalidade dos tributos devidos. O prejuízo para o mercado formal é ter de enfrentar a concorrência desleal de fabricantes que não cumprem a legislação e também do grande volume de produtos ilegais vindos principalmente do Paraguai”, diz.
“O crime é um negócio que sempre se baseia no maior lucro possível e no menor risco”, diz o chefe da Divisão de Combate ao Crime da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Moisés Dionísio. Ele estima que uma quadrilha obtenha lucro com apenas um sucesso a cada cinco tentativas de contrabando. Ou seja, uma carreta com carregamento ilegal de cigarros que chegue ao destino final significa lucro aos contrabandistas mesmo que outras quatro tenham sido interceptadas por fiscais e policiais. Cada carreta leva em média 500 caixas de cigarro. -


Como diria alguém:
Isto é uma vergonha!
Paulo Dung




IMPEACHMENT.IMPEDIMENTO? PRIMEIROS PASSOS...


O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), deve ler em sessão nesta quinta-feira o pedido de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff elaborado pelos juristas Hélio Bicudo, Miguel Reale Jr. e Janaína Paschoal, e criar uma comissão especial para analisar a denúncia, que tem o apoio da oposição.
Veja a seguir os próximos passos do andamento do processo no Congresso Nacional:
LEITURA
Em sessão marcada para as 14h desta quinta, Cunha deve ler no plenário o pedido e a sua própria decisão favorável ao andamento do processo. Na mesma sessão, ele determinará a criação de uma comissão especial para analisar a denúncia e receber a defesa de Dilma.
COMISSÃO
A comissão especial terá 66 deputados titulares e mesmo número de suplentes, todos indicados pelos líderes partidários. Após formada, tem prazo de 48 horas para fazer a primeira reunião, em que serão eleitos o presidente e o relator.
DEFESA
Dilma, que será notificada formalmente após a leitura do pedido no plenário, tem até 10 sessões para apresentar defesa. Após receber a defesa da presidente, a comissão terá cinco sessões para votar a decisão. A decisão aprovada será submetida ao plenário, que dará a palavra final sobre a abertura do processo em votação em até 48 horas.
VOTAÇÃO NA CÂMARA
São necessários votos de dois terços da Câmara (342 deputados) para que o processo seja aberto contra Dilma. Caso o processo seja aprovado na Casa, a presidente é obrigada a se afastar de suas funções por até 180 dias e o processo segue para julgamento no Senado.
JULGAMENTO NO SENADO
No Senado, acusação e defesa são apresentadas em sessão sob comando do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF). É necessário que 54 dos 81 senadores sejam favoráveis para que o impedimento de Dilma seja aprovado.
IMPEACHMENT

Em caso de condenação, Dilma é destituída e o vice-presidente, Michel Temer (PMDB), assume o governo para concluir o mandato da presidente afastada. Caso absolvida, Dilma reassume imediatamente o mandato.

Atenção povo brasileiro:

"Se correr o Temer pega.
Se ficar, a Dilma come." 

Paulo Dung